É quando menos se espera que as coisas boas aparecem. É quando menos se espera que logo a seguir desaparecem.
É por esta razão que estou sempre à espera de tudo.
Mas nem sempre resulta…
Como pensar?
Pensar negativo com um sorriso na cara: primeiro porque a felicidade é maior se acabarmos por ter “sorte”, segundo porque se não a tivermos já estávamos a espera.
Como reagir?
Aproveitar todas as oportunidades ao máximo, com prévio raciocínio, desde que não interfira negativamente com os outros.
Como sentir?
Não ouvir, cheirar, observar, saborear e tocar em demasia.
Como falar?
Dizer-se o que se pensa da melhor forma: ironias para gente inteligente, poucas palavras para os de mais baixa capacidade mental.
Dizer-se o que se sente: nunca! Apenas mostrar! Se não percebe, não te merece.
Como divertir-se?
Fazer o que mais gostamos, fugindo à monotonia: a exploração de várias áreas de interesse é importante.
Como encarar a vida?
Com perguntas e respostas. A vida é um jogo de adivinhas em que podemos testar a Natureza para obter soluções. É uma investigação de detectives que procuram respostas para os crimes do natural. O que é na realidade? Faz esta pergunta a ti mesmo e procura a resposta. Não te limites. Segue até ao Horizonte!
Se olharmos para o chamado Horizonte conseguimos definir uma recta horizontal. Ora, sendo uma recta, não tem limite e, tal como não podemos conhecer o seu fim, não sabemos o que há depois da recta. O Horizonte divide-nos do que está mais longe. É preciso que nos aproximemos desta divisão e a tentemos ultrapassar. Só assim alcançamos o mais profundo dos segredos. O Infinito Horizontal foi criado para ultrapassar o grande Horizonte de um Universo Infinito.
13 maio 2010
Emoção de vida. Ou morte?
Não dá!
Não fui feito para ser assim!
Por mais aço frio que coloque à volta do meu coração,
Acaba sempre por ser mais forte a emoção!
Porque não posso eu pôr-lhe um fim?!
Morre! Morre!
Desgraça do meu ser…
Estou morto se te sinto!
(A mim mesmo minto…)
Morre para eu viver! …
(Eu sei…)
A vida são sensações…
Mas porque tem tantas desilusões?
Porque tem sempre de doer?
Temos assim tanto de sofrer?
Talvez…
Talvez a dor da morte se torne menos intensa,
Se levarmos com esta mágoa tão densa…
Pois eu prefiro sofrer no fim e viver agora!
Que se lixe a dor! Quero Viver esta Hora!
Não fui feito para ser assim!
Por mais aço frio que coloque à volta do meu coração,
Acaba sempre por ser mais forte a emoção!
Porque não posso eu pôr-lhe um fim?!
Morre! Morre!
Desgraça do meu ser…
Estou morto se te sinto!
(A mim mesmo minto…)
Morre para eu viver! …
(Eu sei…)
A vida são sensações…
Mas porque tem tantas desilusões?
Porque tem sempre de doer?
Temos assim tanto de sofrer?
Talvez…
Talvez a dor da morte se torne menos intensa,
Se levarmos com esta mágoa tão densa…
Pois eu prefiro sofrer no fim e viver agora!
Que se lixe a dor! Quero Viver esta Hora!
08 março 2010
Nada Menos Nada é Igual a Zero
Vêm a cara, vêm o corpo, vêm o sexo…
Vêm isto ao contrário… Eu não…
Vejo a sombra, vejo o rosto; paraliso-me no olhar.
Sinto o toque, sinto os lábios; observo quem rouba o coração.
Sinto Paixão, sinto Amor, vejo-me amado.
Vejo a sombra… Sinto-me enganado…
Se vira as costas vou atrás.
Se fala de frente, aguento o que oiço.
Sou boneco de quem mo roubou,
Sou saco de pancada para quem se enganou.
Não falo… Se falo é errado e sou do pior…
Amo… E se o digo a dor é maior…
Se me queixo, queixa-se mais…
Se não faço é para fazer.
Se o fiz não podia ter feito.
Mas que posso eu dizer?
“Vais ser feliz”, “não digas algo sem jeito”.
É isto, sabendo que não é comigo que o quer…
Passei, por palavras, de nada a um pouco,
De um pouco a quase tudo e de seguida para nada mais.
Passei, realmente, de nada a menos nada.
Tornei-me insignificante, com valor negativo.
Se há algo a dizer? Se há algo a fazer?
Esquecer que fui apenas um digestivo,
Que acabou por intensificar a dor…
Fiquei contagiado… A cura já não é Amor…
Vêm isto ao contrário… Eu não…
Vejo a sombra, vejo o rosto; paraliso-me no olhar.
Sinto o toque, sinto os lábios; observo quem rouba o coração.
Sinto Paixão, sinto Amor, vejo-me amado.
Vejo a sombra… Sinto-me enganado…
Se vira as costas vou atrás.
Se fala de frente, aguento o que oiço.
Sou boneco de quem mo roubou,
Sou saco de pancada para quem se enganou.
Não falo… Se falo é errado e sou do pior…
Amo… E se o digo a dor é maior…
Se me queixo, queixa-se mais…
Se não faço é para fazer.
Se o fiz não podia ter feito.
Mas que posso eu dizer?
“Vais ser feliz”, “não digas algo sem jeito”.
É isto, sabendo que não é comigo que o quer…
Passei, por palavras, de nada a um pouco,
De um pouco a quase tudo e de seguida para nada mais.
Passei, realmente, de nada a menos nada.
Tornei-me insignificante, com valor negativo.
Se há algo a dizer? Se há algo a fazer?
Esquecer que fui apenas um digestivo,
Que acabou por intensificar a dor…
Fiquei contagiado… A cura já não é Amor…
24 fevereiro 2010
Puzzle dos Problemas
Desligo-me do mundo para me ligar a ele.
Abstraio-me de tudo e foco-me num puzzle,
De um número indefinido de peças,
Todas desorganizadas, sem saberem onde estão.
Oh, desejo o meu de completar aquele puzzle!
Mas... Peças quadradas sem cor...
Impossível? Acreditei que sim...
Mas agora... Agora talvez não seja!
Tentei inutilmente juntar algumas peças,
Ignorante sobre como começar tal monstruosidade.
No entanto, por momentos vi nuvens,
Numa das peças que agarrara.
Foquei o meu olhar
E a peça pareceu desembaciar.
Um conjunto de imagens passou...
E percebi como começar!
Cada peça é um problema.
Cada resposta é a sua imagem.
É preciso olhar para uma de cada vez,
Interpretar e dar resposta...
Pois então já sei qual é a última peça...
O meu problema é dar resposta aos outros...
É resolver o puzzle todo...
Nada é fácil... Nada é impossível...
O que me espera?
Uma vida de um problema,
Que se divide em outros mais...
Cansaço... Vitória?
Talvez...
Abstraio-me de tudo e foco-me num puzzle,
De um número indefinido de peças,
Todas desorganizadas, sem saberem onde estão.
Oh, desejo o meu de completar aquele puzzle!
Mas... Peças quadradas sem cor...
Impossível? Acreditei que sim...
Mas agora... Agora talvez não seja!
Tentei inutilmente juntar algumas peças,
Ignorante sobre como começar tal monstruosidade.
No entanto, por momentos vi nuvens,
Numa das peças que agarrara.
Foquei o meu olhar
E a peça pareceu desembaciar.
Um conjunto de imagens passou...
E percebi como começar!
Cada peça é um problema.
Cada resposta é a sua imagem.
É preciso olhar para uma de cada vez,
Interpretar e dar resposta...
Pois então já sei qual é a última peça...
O meu problema é dar resposta aos outros...
É resolver o puzzle todo...
Nada é fácil... Nada é impossível...
O que me espera?
Uma vida de um problema,
Que se divide em outros mais...
Cansaço... Vitória?
Talvez...
28 janeiro 2010
Eu, o Espelho e Eu
Observo o solitário espelho embaciado,
Temendo o que por trás daquela neblina me apareça.
Aguardo pacientemente que se torne revelado.
A curiosidade é muita, mas começo a perder a cabeça.
«Que escondes tu, oh espelho?», decido perguntar.
Nada de resposta, nada de tesouro encontrado…
«Responde-me, que não morro sem o desvendar!»,
Mais uma vez o som do vazio; mais frustrado…
«É isto que procuras?», ergue-me o queixo o som!
Rasga-se um sorriso; maior a distorção…
Fico especado para o espelho, com cara sem tom.
Enfrento o meu rosto, a minha face sem expressão.
Não havia posto a hipótese de me esconder a mim.
Desvendo o meu rosto, mas a ele já o conheço…
«Como pudeste cobrir algo assim?!»
«O que te mostro aqui é algo sem preço.».
«A minha face? Para que me serve ela?»
«Permite que conheças com profundidade»
Mais nada se ouviu. Foco-me então nela.
Começo a sentir uma estranha amizade…
Conheço o que vejo. Mas que ideias nela estão?!
Meto conversa, em busca de tal saber.
Convergem divergências que partiram da união,
O que nos levou a concluir um novo ser.
Compreendo agora: de um, em dois se transforma;
Estes requerem dois lados: Eu e Eu, que refutam,
Acabando por construir nova individual Norma.
Com o outro Eu discuto. Os outros não escutam.
Temendo o que por trás daquela neblina me apareça.
Aguardo pacientemente que se torne revelado.
A curiosidade é muita, mas começo a perder a cabeça.
«Que escondes tu, oh espelho?», decido perguntar.
Nada de resposta, nada de tesouro encontrado…
«Responde-me, que não morro sem o desvendar!»,
Mais uma vez o som do vazio; mais frustrado…
«É isto que procuras?», ergue-me o queixo o som!
Rasga-se um sorriso; maior a distorção…
Fico especado para o espelho, com cara sem tom.
Enfrento o meu rosto, a minha face sem expressão.
Não havia posto a hipótese de me esconder a mim.
Desvendo o meu rosto, mas a ele já o conheço…
«Como pudeste cobrir algo assim?!»
«O que te mostro aqui é algo sem preço.».
«A minha face? Para que me serve ela?»
«Permite que conheças com profundidade»
Mais nada se ouviu. Foco-me então nela.
Começo a sentir uma estranha amizade…
Conheço o que vejo. Mas que ideias nela estão?!
Meto conversa, em busca de tal saber.
Convergem divergências que partiram da união,
O que nos levou a concluir um novo ser.
Compreendo agora: de um, em dois se transforma;
Estes requerem dois lados: Eu e Eu, que refutam,
Acabando por construir nova individual Norma.
Com o outro Eu discuto. Os outros não escutam.
25 janeiro 2010
Destino que se vai escrevendo
Damos um passo, sem se saber o que poderá acontecer. Podemos imaginar, supor, acreditar, mas nunca será certo o que irá ocorrer. O destino não é aquilo que está escrito mas sim o que vamos escrevendo com cada passo, o trajecto que percorremos, o rasto que deixamos.
Cada marca que se fixa na pele mostra um pouco do que já foi passado. Mas isso é o que se vê, é o que os outros podem ver. Não se limita apenas ao exterior mas também ao interior de cada um de nós. Todos passamos caminhos que outros não poderiam confirmar. É algo nosso, algo que apenas nós sabemos o que foi. A marca está cá dentro: uma facada no coração, uma rosa que murcha, uma memória...
E um passo pode ser o suficiente. Pode mudar o ritmo da vida, pode mudar aquilo que se podia imaginar, supor, acreditar. Por essa razão de nada servem esses pensamentos de previsão e tentativa de adivinhação. O importante é continuar a dar passadas.
Podemos dar um passo e começar a subir uma escada. Damos outros mais, cada vez mais altos. Tentamos alcançar aquele horizonte fino, onde poderá estar a felicidade. Finalmente começa a aparecer uma forma, algo que nos deixa bem, algo que nos dá esperanças! E damos mais passos, cada vez mais velozes! Tudo parece bater certo! Está ali, faltam dois passos! Falta um... E caímos... A pressa não nos deixou aperceber de um buraco... Subimos tanto, cansámo-nos tanto, estivémos tão perto do que procurávamos... E por um passo em falso caímos... Um passo de distracção...
Agora, caídos naquele poço escuro, simétrico do que estava tão perto, temos duas opções: ou tentamos sair de lá, ou desistimos de tudo e fazemos do nada a nossa etapa final. O mais fácil será a segunda opção, que não requer nenhum esforço, mas o resultado é o nada. Mais difícil é a primeira opção, mas se não houver desistência será possível procurar outras escadas e subi-las de novo, com especial atenção ao erro anterior cometido. Se houver nova queda, é necessário continuar a insistir! Nunca desistir!
E por isso mesmo, é importante que existam passos. Mas sem serem muito lentos, nem demasiado rápidos. É necessário deixar o rasto...
Cada marca que se fixa na pele mostra um pouco do que já foi passado. Mas isso é o que se vê, é o que os outros podem ver. Não se limita apenas ao exterior mas também ao interior de cada um de nós. Todos passamos caminhos que outros não poderiam confirmar. É algo nosso, algo que apenas nós sabemos o que foi. A marca está cá dentro: uma facada no coração, uma rosa que murcha, uma memória...
E um passo pode ser o suficiente. Pode mudar o ritmo da vida, pode mudar aquilo que se podia imaginar, supor, acreditar. Por essa razão de nada servem esses pensamentos de previsão e tentativa de adivinhação. O importante é continuar a dar passadas.
Podemos dar um passo e começar a subir uma escada. Damos outros mais, cada vez mais altos. Tentamos alcançar aquele horizonte fino, onde poderá estar a felicidade. Finalmente começa a aparecer uma forma, algo que nos deixa bem, algo que nos dá esperanças! E damos mais passos, cada vez mais velozes! Tudo parece bater certo! Está ali, faltam dois passos! Falta um... E caímos... A pressa não nos deixou aperceber de um buraco... Subimos tanto, cansámo-nos tanto, estivémos tão perto do que procurávamos... E por um passo em falso caímos... Um passo de distracção...
Agora, caídos naquele poço escuro, simétrico do que estava tão perto, temos duas opções: ou tentamos sair de lá, ou desistimos de tudo e fazemos do nada a nossa etapa final. O mais fácil será a segunda opção, que não requer nenhum esforço, mas o resultado é o nada. Mais difícil é a primeira opção, mas se não houver desistência será possível procurar outras escadas e subi-las de novo, com especial atenção ao erro anterior cometido. Se houver nova queda, é necessário continuar a insistir! Nunca desistir!
E por isso mesmo, é importante que existam passos. Mas sem serem muito lentos, nem demasiado rápidos. É necessário deixar o rasto...
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