Se olharmos para o chamado Horizonte conseguimos definir uma recta horizontal. Ora, sendo uma recta, não tem limite e, tal como não podemos conhecer o seu fim, não sabemos o que há depois da recta. O Horizonte divide-nos do que está mais longe. É preciso que nos aproximemos desta divisão e a tentemos ultrapassar. Só assim alcançamos o mais profundo dos segredos. O Infinito Horizontal foi criado para ultrapassar o grande Horizonte de um Universo Infinito.
22 outubro 2012
Ignorância
10 outubro 2012
Ilusão de uma vida
13 setembro 2012
Passado do Futuro Presente
Lenta, vagarosa, demorada.
Caminho de sentido imperceptível:
Frente, trás, seguir com a rajada…
E, como a Terra, giro em torno de mim,
Mas afasto-me do eixo para o que era fim.
Obstrução por memórias do futuro,
Presente vivido no que era para vir.
Um salto que me levou acima do muro,
A todo o resto da vida me fez fugir.
Desejo do que vem no que está,
Pois o que está extendia-se para lá.
E o que devia vir veio torto,
Pois não vivi o que tinha de viver.
Estive esse tempo em ponto morto,
Ponto que não me deixou mais crescer.
E degradou o futuro que tanto queria.
Que pensava nele e então sorria.
Mas quando há força de vontade,
Não importa passos ou saltos errados.
Há que dedicar o esforço à sanidade,
Agir no presente e depois nos fados.
E agirei como uma nova pessoa,
Ainda que igual no que a historia é boa.
Amizade
23 abril 2012
Degradação
15 março 2012
Voltem (sentidos)
Sentidos... Vendi-os ao demónio pela felicidade de um ser especial. No momento, senti que eram palavras… Apenas. Escrevi a história que pretendia, criei-me sem sentir, sonhei que não me ria.
E não morri. Fiquei vivo, crente da minha existência, da minha presença neste mundo. Pareceu que tudo continuava igual. Começei a sonhar com o futuro, com o presente, com o passado. Um únido instante para todos os tempos. Memórias e criações em conjunto, num ponto único da mesma dimensão. O mundo parecia girar. Normalmente. A vida pareceu guiar-me, fez-me seguir sonhos, procurar o desconhecido. E fui. Fui vivendo. Tenho vivido.
Mas algo mudou. Algo que até agora pouco me tinha apercebido. Algo de que ainda nem me apercebi. A minha despreocupação com os outros tem-se vindo a reduzir. A mente tem vindo a preferir a solidão. Cada vez menos me importo com quem estou e quem são as pessoas que me rodeiam. Se digo algo que magoa, por mais verdade que seja, não me sinto mal por o dizer. Pelo menos, não tanto como antes. Neste momento já nem me dou ao trabalho de o dizer. Como se as pessoas perdessem o seu valor constantemente… Tenho lutado sem me aperceber para me aproximar das pessoas. Quem quer que sejam. Mas não me consigo ligar a ninguém. Na minha mente, está tudo distante. Ausência.
Sinto falta de sentir. Sentir a sério. Tenho fingido por vezes que sinto algo. Inutilmente. E o que mostro a todos é mais estupidez, mais parvoíce. Cada vez menos mostro o que sou, quem sou, quem quer que seja… Sinto-me feliz, mas na realidade nada sinto. Sorrio, mas para mim é um simples movimento.
E cá dentro, sinto falta de sentir… Talvez tenha mesmo vendido ao demónio todos esses sentidos… Mas sei que os tenho dentro de mim, a quererem sair e soltar-se. Mas não vejo nada. Não sinto nada! A confusão do passado deverá ter criado uma barreira extrema… Tenho de a ultrapassar… Como? Como?! Não sei… Não sei! Talvez precise de alguma ajuda externa… Talvez não depende apenas de mim…
Entretanto, vou crescendo. Porque não morri. Vou vivendo…